A 100 dias do Pan, meta do Brasil é se manter entre os três primeiros

Brasil deverá levar uma delegação com 492 atletas em evento que terá aumentado o número de competições classificatórias para a Olimpíada.

Ex-atletas estiveram presentes no evento do COB nesta quarta-feira (17)
Eugenio Goussinsky/R7

A 100 dias dos Jogos Pan-Americanos, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), informou, em evento nesta quarta-feira (17), em São Paulo, que o objetivo da entidade é pelo menos manter o País entre os três primeiros das Américas, colocação que obteve nas três edições anteriores da competição (Rio de Janeiro-2007, Guadalajara-2011 e Toronto-2015).

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Nesta edição, a ser realizada em Lima, no Peru, entre 26 de julho e 11 de agosto, a tendência é que o Brasil envie uma delegação com 492 atletas, menor do que a de Toronto, que teve a participação de 590 esportistas brasileiros.

O presidente do COB, Paulo Wanderley, disse ao R7 que isso não tem relação direta com a crise econômica pela qual o Brasil passou desde 2016, justamente quando se esperava um boom olímpico após a Olimpíada do Rio de Janeiro daquele ano.

“Se houver diminuição, o que ainda não está confirmado, porque ainda há seletivas, é pelo fato de alguns esportes coletivos terem ficado de fora destes Jogos, como futebol e basquete femininos. São delegações grandes e isso faz diferença. Em relação à questão econômica, desde que assumimos direcionamos as prioridades de gastos para o esporte. Buscamos otimizar para minimizar prejuízos decorrentes das dificuldades do País, com austeridade, meritocracia e transparência.”

Segundo Jorge Bichara, diretor de Esportes do COB, esta edição tem duas novidades. Uma delas é o fato de ter ampliado o número de competições classificatórias para os Jogos Olímpicos. Em Lima, das 42 modalidades, 23 serão classificatórias para Tóquio 2020.

Além disso, o evento também será seguido de alguns mundiais em modalidades específicas, como no Judô, por exemplo. Logo após as disputas em Lima, a delegação do judô terá uma logística especial para viajar diretamente para Tóquio, onde ocorrerá o Campeonato Mundial, entre 25 de agosto e 1 de setembro.

“O foco é a classificação olímpica. Mas ficamos em terceiro nas últimas três edições dos Jogos e vamos fazer todos os esforços para nos mantermos ao menos nessa condição, o que nos ajudará a chegar aos Jogos Olímpicos com um um nível alto de competitividade.”

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Nomes do esporte 

Bichara, que foi decatleta, acredita que o Brasil poderá até melhorar de posicionamento se esportes como atletismo e vela tiverem rendimento superior ao obtido no Pan-Americano de Toronto, em 2015.

“Se isso acontecer, acredito que poderemos manter nossa posição ou até mesmo melhorá-la.”

O evento teve a participação do chileno Neven Ilic, presidente da Panam Sports (antiga Odepa), organizadora dos jogos. Foram apresentados alguns detalhes da preparação, como logística, transportes, hospedagem e organização do treinamento dos atletas durante a competição.

Vários ex-atletas brasileiros, cujas participações em Jogos Pan-Americanos ultrapassavam 70 medalhas de ouro, estiveram presentes no evento, realizado em um restaurante peruano no bairro dos Jardins, na capital paulista.

Foram os casos de Rogério Sampaio (agora diretor do COB), Tiago Camilo, Thiago Pereira, Janeth Arcain, Diane dos Santos e Hugo Hoyama. Dos atletas em atividade, compareceram o judoca Rafael Silva (Baby), o ginasta Arthur Nory e a atleta de rugby, Beatriz Futuro.

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Por Eugenio Goussinsky, do R7

Fonte: esportes.r7.com

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