Atletas olímpicos destacam a importância dos Jogos Escolares da Juventude

Exemplos para os mais jovens

Ícones do esporte brasileiro, Vanderlei Cordeiro, Emanuel Rego, Caio Bonfim, Érika Miranda e Hugo Hoyama lembraram com carinho da época em que começaram a despontar como atletas. Na manhã desta quinta-feira, dia 16, em Brasília, os Embaixadores da etapa de 15 a 17 anos dos Jogos Escolares da Juventude garantiram que vão se empenhar ao máximo para incentivar os participantes a continuar perseguindo o sonho de se tornar atleta profissional e representar o Brasil em eventos internacionais.

Os Embaixadores dos Jogos Escolares já estão com a agenda cheia. Além da presença nas competições, eles também farão suas refeições no Centro de Convivência do evento, entregarão medalhas no pódio e irão, acima de tudo, incentivar e inspirar a garotada.

Minha história não é diferente de cada um desses jovens atletas. Acompanho a competição há vários anos como Embaixador e vejo como os Jogos Escolares fazem essa garotada evoluir. É uma grande vitrine, uma referência mundial. Precisamos cada vez mais de exemplos. Vários atletas saíram daqui e disputaram grandes competições como Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais”, afirmou Vanderlei Cordeiro de Lima, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Atenas 2004 e único latino-americano outorgado com a medalha Pierre de Coubertin.

Ausente nos últimos três anos, impossibilitado de acompanhar a competição por causa do trabalho como técnico da seleção feminina de tênis de mesa, Hugo Hoyama retornou como Embaixador da etapa de Brasília. Com seis participações em Jogos Olímpicos e dono de 15 medalhas em Jogos Pan-americanos, Hoyama afirmou que o contato direto com os jovens atletas é a sua função primordial.

Conversar com a garotada é o mais importante. Eu mesmo disputei o primeiro Pan com 18 anos e o último com 42 e posso servir como um exemplo positivo de longevidade de um atleta. Daqui saem vários campeões como o Hugo Calderano, que hoje está entre os 20 melhores mesatenistas do mundo. Amanhã estarei acompanhando as competições do meu esporte e vi que tem uma mesa no Centro de Convivência. Pretendo brincar com o pessoal, desafio o Vanderlei Cordeiro e se ele não pegar o meu saque vai ter que passar por baixo da mesa

Hugo Hoyama

Dono de três medalhas em Jogos Olímpicos, maior atleta do vôlei de praia da década de 90 e introduzido em 2016 no Hall da Fama por sua carreira lendária, Emanuel começou a trajetória na escola e afirmou que os jovens atletas passarão por uma experiência inesquecível em Brasília. “É um imenso prazer estar aqui. Temos que valorizar a educação e o esporte, peças fundamentais em nossas vidas. Nos últimos dez anos muitos talentos esportivos saíram daqui. Nas próximas duas semanas teremos muitas histórias para contar”, disse Emanuel.

Prata no Campeonato Mundial de 2013 e bronze em 2017, a judoca Érika Miranda, de Brasília, lembrou do início da sua trajetória. “É muito importante receber essa competição na minha cidade. Participei dos antigos Jogos da Juventude quando eu estava começando e lembro como essa competição foi importante na minha carreira. Não tenho dúvidas de que daqui a alguns anos estaremos torcendo por esses jovens atletas defendendo o Brasil”, afirmou.

Outro atleta que está em casa é o marchador Caio Bonfim, medalha de bronze no Campeonato Mundial desse ano, disputado recentemente em Londres. “Em 2003 disputei os Jogos da Juventude e fiquei em 10º lugar. Vibrei com o resultado, lembro que contei para os meus pais e achei aquilo o máximo, afinal eu era o décimo melhor atleta do país. Então as vezes um atleta que fica em 8º ou 10º pode se tornar um grande atleta e eu sou um bom exemplo disso”, afirmou Caio.

Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), correalizados pelo Ministério do Esporte e Grupo Globo, com patrocínio da Coca-Cola e apoio da Estácio e do Governo de Brasília.

Fonte: Comitê Olímpico do Brasil

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