Aos 48, Hugo Hoyama continua na ativa para difundir o tênis de mesa

Desde 1984, um nome é praticamente certo na delegação de São Bernardo nos Jogos Regionais: o mesa-tenista Hugo Hoyama. Aos 48 anos e pai há um mês – quando nasceu Ariel, sua primeira filha –, agora mais do que nunca divide as atenções entre família e esporte. Mesmo sem muito tempo para treinar, nesta edição dos Jogos em sua cidade-natal faturou duas pratas (por equipes e nas duplas) e um bronze (individual). Segundo ele, que é técnico do time são-bernardense e da Seleção Feminina da modalidade, são vários os motivos que o estimulam a estar na ativa.

Até quando puder vou disputar para continuar ajudando a difundir o tênis de mesa. Acima de tudo, há o profissionalismo, ganho salário para disputar e representar a cidade, mas também estar lá, tirar foto e bater-papo é legal. Quando era novo sempre gostava de conversar com os mais velhos e de seleção”, declarou o veterano.

Hoyama nega que o fato de estar em ação seja por falta de novos talentos no tênis de mesa nacional. E um de seus jogos foi prova disso. Quem esteve presente na Pauliceia para acompanhar os duelos do tênis de mesa na terça-feira assistiu Hugo Hoyama tendo muito trabalho no duelo por equipes diante do jogador de Santos, Guilherme Teodoro, 15 anos – que vai representar o Brasil nos Jogos da Juventude de 2018, em Buenos Aires (Argentina). “É novo, mas está jogando em alto nível. É bacana jogar contra essa garotada. Não querem perder de mim. A pressão é deles. Se derem chance, quem sabe dá para surpreender”, afirmou o são-bernardense. Hoyama, aliás, perdeu a partida em questão.

A mudança no regulamento dos Regionais – que não permite mais o uso de atletas que treinam fora da cidade – prejudicou São Bernardo, que não pôde, por exemplo, contar com a chinesa naturalizada brasileira Gui Lin, que está treinando fora do País.

Veterano aponta cidades como ‘celeiros’
Casas da equipe olímpica brasileira do tênis de mesa há algum tempo, São Bernardo, Santos e São Caetano são os municípios indicados por Hugo Hoyama como celeiros de talentos. Não à toa, todo o time que foi à Rio-2016 saiu das citadas. “Sempre tiveram boas escolinhas com atletas de qualidade para representar as cidades e o País”, afirmou o veterano, que citou Santo André como uma outra fonte que perdeu força nos últimos anos.

Técnico da equipe são-bernardense – que tem parceria com o Palmeiras –, Hoyama crê em substituto à altura em breve. “Temos garotada boa”, afirmou. E se Hugo Hoyama vai disputar seus últimos Jogos Abertos, em outubro? “Falo isso há dez anos. Vamos ver”, sorriu.

Fonte: Diário do Grande ABC

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