Tênis de mesa do Brasil usará Jogos do Rio como alicerce para o futuro

Mais do que uma Olimpíada: Pela primeira vez na história, país terá uma seleção completa e investe em jovens para propagar o esporte de olho em Tóquio 2020

Classificar a equipe completa para a Olimpíada do Rio 2016, algo inédito na história, foi o primeiro feito do Brasil no esporte. Sem muita tradição no país, a modalidade tem em Hugo Hoyama, nono lugar em Atlanta, sua principal referência nacional. Mas no que depender da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, o cenário tende a mudar em breve. Pelo menos, esse é o grande desafio da entidade, que entra nesta edição dos jogos de olho em Tóquio 2020.

Pensamento traduzido quando olhamos a mistura entre a experiência de Cazuo Matsumoto e Gustavo Tsuboi, ambos com 31 anos, com Hugo Calderano, de apenas 20. No feminino, a estratégia de preparar os atletas para futuras edições fica ainda mais evidente. Com apenas 16 anos, Bruna Takahashi se junta a Caroline Kumahara, de 21, e a chinesa naturalizada Lin Gui, de 22.

Hugo Calderano, de 20 anos, vai representar o tênis de mesa do Brasil nos Jogos (Foto: Alexandre Castello Branco/COB)

Hugo Calderano, de 20 anos, vai representar o tênis de mesa do Brasil nos Jogos (Foto: Alexandre Castello Branco/COB)

A ideia é chegarmos nas próximas olimpíadas no nível dos tops do mundo. Tenho 20 anos e acredito que o meu auge será em 2020. Creio que esse, também, é o pensamento da federação e dos treinadores – disse Hugo Calderano, melhor brasileiro no ranking mundial, na 54ª posição.

Bruna Takahashi, de 16 anos, cita a experiência de poder disputar a Olimpíada do Rio (Foto: ITTF)

Bruna Takahashi, de 16 anos, cita a experiência de poder disputar a Olimpíada do Rio (Foto: ITTF)

O caminho para construir atletas, porém, não é algo simples de percorrer. Para garimpar futuros talentos, dois programas de incentivo e aprimoramento foram criados pela CBTM. Tentando propagar o esporte pelo país, a entidade decidiu promover o “Detecção Regional”. Uma espécie de “peneira” que oferece uma semana de treinos e palestras para mesatenistas. Os mais bem avaliados passam para a fase nacional e, caso aprovados, entram no programa “Diamante do Futuro”, que promove quatro encontros anuais, sendo dois por semestre, onde os atletas passam por treinos físicos e técnicos.

Cria desse programa, Bruna Takahashi acredita que essa inclusão é a chave para que o Brasil consiga resultados mais marcantes no futuro recente.

Acredito que essa convivência com o esporte e a seleção faz com que a gente se acostume com o esporte no nível elevado. Ainda tenho muito o que crescer, mas creio que essa experiência que estou tendo na Olimpíada no Rio fará muita diferença no futuro – afirmou.

Hugo Hoyama é o técnico da seleção feminina de tênis de mesa do Brasil (Foto: Emanuele Madeira/GloboEsporte.com)

Hugo Hoyama é o técnico da seleção feminina de tênis de mesa do Brasil (Foto: Emanuele Madeira/GloboEsporte.com)

Principal nome do tênis de mesa nacional e técnico da seleção feminina, Hugo Hoyama destaca o pensamento no futuro, mas acredita que a seleção brasileira tem potencial para trazer bons resultados no Rio.

Estamos com uma seleção muito bem preparada. Talvez a mais bem preparada para os jogos. Lógico que pensar em medalha é difícil, mas acredito que possamos fazer uma grande Olimpíada – disse o atleta, que chegou às oitavas de final na Olimpíada de Atlanta 1996.

Fonte: Globo Esporte

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