Palmeiras mantém tradição olímpica com quatro representantes nos Jogos do Rio 2016

Comandada por Hugo Hoyama, Gui Lin disputa torneio olímpico de tênis de mesa (Fabio Menotti/Ag.Palmeiras/Divulgação)

Comandada por Hugo Hoyama, Gui Lin disputa torneio olímpico de tênis de mesa (Fabio Menotti/Ag.Palmeiras/Divulgação)

A chama da tradição palmeirense nos esportes olímpicos brilhará intensamente nos Jogos do Rio de Janeiro, entre os dias 5 e 21 de agosto. Com passado de lutas e de glórias no maior evento multiesportivo do planeta, a Sociedade Esportiva Palmeiras terá quatro representantes na Olimpíada de 2016. No futebol, tênis de mesa e tiro com arco, os palestrinos brigam para superar seus limites e buscar medalhas em meio aos principais nomes do esporte mundial.

No futebol, Gabriel Jesus e os demais convocados terão a dura missão de buscar o ouro inédito para o Brasil, um tabu que perdura desde 1952 (ano em que o país disputou a modalidade pela primeira vez). No tiro com arco, Sarah Nikitin pode surpreender, assim como Gui Lin, comandada por Hugo Hoyama na Seleção Feminina de tênis de mesa. As duas jovens atletas têm acumulado bons resultados nos últimos anos e sonham em subir ao pódio no Rio 2016.

Na história, 32 esportistas do Verdão já sentiram a emoção de participar dos Jogos Olímpicos de Verão. Um legado iniciado nos Jogos de 1936, em Berlim-ALE, pelo esgrimista Ferdinando Alessandri, e que alcançou a glória em 1996, nos Jogos de Atlanta-EUA, quando o judoca Henrique Guimarães subiu ao pódio com a medalha de bronze no peito e bandeira brasileira em mãos – esta é a única medalha olímpica do Palmeiras em esportes individuais.

Henrique, no entanto, não foi o único medalhista alviverde nos 30 Jogos realizados até hoje. A lista conta com 12 nomes e inclui alguns dos principais jogadores da história do basquete brasileiro. Em 1960, os palestrinos Rosa Branca, Edson Bispo, Jatyr Schall e Mosquito coroaram uma das maiores gerações nacionais com o bronze em Roma-ITA. O jogo que valeu a medalha foi vencido contra os donos da casa, com emoção: 78 a 75 sobre a Itália, na prorrogação.

Quatro anos depois, Jatyr e Edson Bispo – acompanhados de Victor Mirshawka, então atleta do Verdão – repetiram o feito nos Jogos Olímpicos de Tóquio-JAP. A medalha do basquete teve grande importância, já que foi a única conquistada pela delegação do Brasil naquele ano. O hiato de 32 anos sem um medalhista olímpico do Palmeiras terminou em grande estilo em 1996: além do bronze do judô, quatro palmeirenses subiram ao pódio no futebol masculino.

O ataque fulminante dos 102 gols do Palmeiras refletiu-se na convocação brasileira daquele ano: Rivaldo, Luizão, Amaral e Flavio Conceição, jovens destaques do time do Palmeiras que fez história no Campeonato Paulista, integraram o grupo em Atlanta. O bronze, no entanto, foi recebido com surpresa, já que a Seleção Brasileira acabou eliminada por uma geração de ouro da Nigéria, nas semifinais, após sair vencendo por 3 a 1 e sofrer a virada na prorrogação.

Modalidade tradicional no Palmeiras, o levantamento de peso olímpico também protagonizou um dos grandes momentos do clube no esporte: o halterofilista Bruno Barabani foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos de Melbourne-AUS, em 1956, quatro anos depois de disputar os Jogos de Helsinque-FIN. Outro grande feito de Barabani foi trazer ao Palmeiras o halterofilista Luiz Gonzaga de Almeida, principal nome do clube na modalidade.

Nascido na Bahia, Gonzaga de Almeida trabalhou como trapezista de circo, mas abandonou a carreira precocemente e acabou contratado como garçom em um restaurante próximo ao Palestra Italia, na década de 1950. Frequentador do lugar, Barabani impressionou-se com o desempenho do garçom no “braço-de-ferro” e o convidou para treinar no Verdão. Luiz Gonzaga participou de três Jogos Olímpicos, sendo dois como atleta e um como técnico.

Sua primeira participação foi nos Jogos de 1968, na Cidade do México. Quatro anos depois, em Munique-ALE, testemunhou a maior tragédia na história do evento, quando 11 integrantes da delegação de Israel foram assassinados por terroristas do grupo palestino Setembro Negro (o halterofilista Joseph Romano foi uma das vítimas do ataque à Vila Olímpica). Ainda na ativa, Gonzaga comanda o levantamento de peso do Palmeiras desde 1967 – ele também treinou a equipe brasileira nos jogos de Seoul-COR, em 1988.

Na última edição das Olimpíadas, em Londres (2012), Hugo Hoyama e Gui Lin representaram o Palmeiras – que não emplacava atletas na delegação brasileira desde 2000, em Sidney-AUS, quando o meio-campista Alex foi convocado pela Seleção. Assim, ano após ano, a Sociedade Esportiva Palmeiras mantém sua tradição de clube formador de craques não só dos gramados, mas em todos os esportes em que a camisa verde branca (e amarela) se faz presente.

Fonte: Palmeiras

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