Hugo Hoyama lamenta queda de Calderano: “Um detalhe e ele passava”

Ex-mesatenista acredita que carioca poderia ter se classificado para as quartas na Rio 2016 e quebrado recorde de maior avanço de atleta brasileiro em uma Olimpíada

Hugo chora e agradece torcida no pavilhão do Riocentro (Foto: Reprodução SporTV)

Hugo chora e agradece torcida no pavilhão do Riocentro (Foto: Reprodução SporTV)

Nesta segunda-feira, o mesatenista Hugo Calderano lutou muito, mas acabou derrotado pelo japonês Jun Mizutani e foi eliminado dos Jogos Rio 2016. Apesar da tristeza por deixar a competição nas oitavas de final, o carioca igualou o recorde de Hugo Hoyama, que em 1996 (Atlanta), também chegou a esta fase do torneio. O ex-atleta falou sobre a campanha do jovem de 20 anos e afirmou que a vitória seria possível, apesar da qualidade técnica do rival, número seis do mundo.

Estava torcendo muito, foi por um detalhe que ele poderia ter me passado. Mas isso mostra como o tênis de mesa está evoluindo no Brasil. Demorou 20 anos, mas o trabalho que o Hugo Calderano fez para chegar com 20 anos de idade…tem todo um trabalho de comissão técnica, da Confederação, porque estão investindo. Isso dá resultado – disse no “Extra Ordinários”.

A decepção pela queda de Calderano nas oitavas de final não substitui a felicidade de Hugo Hoyama pela constatação da evolução do tênis de mesa no Brasil. O ex-mesatenista, inclusive, falou sobre algumas diferenças nas regras entre o tênis de mesa e o tradicional ping-pong.

O material que a gente usa hoje em dia é diferente, inclusive, a borracha e a madeira da raquete. É a grande diferença do tênis de mesa para o ping-pong. É o efeito que a bola pega. O profissional, quando vai sacar, ninguém pega. Quem não treina, não pega. Por exemplo, o Calderano joga a bola muito alto, mas tem uma regra no tênis de mesa, em que a bola deve subir, no mínimo, 16cm. Se subir menos que isso, você é advertido e, na próxima, perde ponto. O mesatenista deve pegar a bola na descendente – explicou.

Fonte: SporTV

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