Piso verde: evento-teste de tênis de mesa traz novidade e atletas aprovam

Torneios internacionais costumam ser jogados em cima de pisos vermelhos ou azuis, como nas Olimpíadas de Londres, em 2012; comitê organizador diz que está em teste

A cor verde do piso nas quadras no Torneio Internacional de Tênis de Mesa chamou a atenção não só da imprensa, mas também dos atletas inscritos. O evento-teste para as Olimpíadas do Rio 2016, que começou nesta quarta-feira, no Riocentro, trouxe a novidade, já que as grandes competições costumam ser disputadas em pisos vermelho ou azul, como nos Jogos de Londres, em 2012. Este será apenas um dos testes que estão sendo feitos pelo Comitê Organizador ao longo dos quatro dias de disputas. Apesar de incomum, os atletas aprovaram a novidade.

Gui Lin e Bruna Takahashi treinam na quadra principal do evento-teste no Riocentro (Foto: Thiago Quintella)

Gui Lin e Bruna Takahashi treinam na quadra principal do evento-teste no Riocentro (Foto: Thiago Quintella)

É um pouquinho diferente. A gente está acostumado a jogar e competir no piso vermelho. Toda vez que a gente vai jogar num campeonato com um piso azul, fica mais claro, a gente sente que fica um pouquinho diferente. Mas isso não chega a atrapalhar, depende de cada atleta. É a primeira vez que treinamos com o verde. Não atrapalhou, isso é um bom sinal. Acho legal, sempre tentando mudar alguma coisa – disse Gui Lin, que foi medalha de prata pelo Brasil nos últimos Jogos Pan-Americanos

Dono de dez medalhas de ouro em Pan, o agora treinador Hugo Hoyama também gostou do piso verde. Além de representar a cor de seu time de coração, ele disse que, ao menos para ele, não atrapalhou em nada ser diferente dos usuais azul ou vermelho, e que o importante é não ofuscar o contato visual com a bolinha do tênis de mesa.

Particularmente eu adorei porque sou palmeirense (risos). É um verde bonito. Deixando a brincadeira de lado, eu acho que é um verde que não atrapalha em nada porque não vai ofuscar com a bolinha. É normal. E o piso é bom, a textura é boa. Não vai atrapalhar em nada. Quem é palmeirense na equipe é uma motivação a mais. Um amarelo atrapalharia bastante, mas verde, azul, vermelho não atrapalha. Não vai atrapalhar – analisou Hugo Hoyama.

Nos Jogos de Londres, o piso foi um azul claro, em tom diferente da mesa (Foto: Getty Images)

Nos Jogos de Londres, o piso foi um azul claro, em tom diferente da mesa (Foto: Getty Images)

Apesar de ter caído no gosto dos atletas que disputam o evento-teste no Rio de Janeiro, a cor do piso ainda não é definitiva. Dependerá, além do feedback dos jogadores, da aprovação da Federação Internacional de Tênis de Mesa. Para o Comitê Organizador do Rio 2016, outras partes são importantes no funcionamento geral da competição para não atrapalhar os atletas durante a disputa.

(A cor do piso) É um acordo que a gente faz com a federação. Faz parte do teste. Cor, a parte de posicionamento de iluminação, para evitar o ofuscamento do atleta, isso aí faz parte da gente. A gente que monta o evento. Então, a gente precisa ter um entendimento se a cor que foi acordada funciona, se precisa fazer algum ajuste. Tudo aqui é uma oportunidade de ajuste. É criar um cenário, fazer a competição acontecer, daí a gente ter uma oportunidade de ajuste – disse o porta-voz do Comitê Organizador do Rio 2016, Gustavo Nascimento.

Apesar de esvaziado de grandes atletas internacionais – apenas jogadores brasileiros, além das equipes de Argentina e Chile, e o britânico Paul Drinkhall – o Torneio Internacional de Tênis de Mesa quer aproveitar a oportunidade para testar da melhor forma as variantes que competem a um torneio da modalidade. Os voluntários, por exemplo, são um dos principais focos da organização.

São 44 atletas, uma dinâmica diferente do que vai ser nos Jogos, mas fiel à área de competição e sistema de resultados. O mais importante aqui é entender a dinâmica dos pavilhões, entender mais do esporte, treinar nossos voluntários, treinar a dinâmica da competição e ter um pouco mais de maturidade para os Jogos para que a natureza do nosso trabalho, que é o esporte, não falhe. Tem uma nuance muito importante que é o fluxo de ar. A bola é bastante sensível. Faz parte da infraestrutura, o sistema de ar condicionado é algo que a gente não vê, que a gente não consegue medir a olho nu, mas que é muito importante para o desempenho do atleta nesse esporte. Outra questão é da computação dos resultados, a nossa integração com o nosso parceiro que faz o sistema de resultados. O que vai envolver os resultados específicos de esporte nesse processo. Esse é o grande objetivo: área de competição, sistema de resultado, os voluntários de esporte e a integração com o Riocentro – explicou Nascimento.

Fonte: Globo Esporte

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