Hugo Hoyama vê equipe feminina em aberto, mas admite: “Medalha é difícil”

Treinador da seleção brasileira de tênis de mesa diz que competição interna é saudável para elevar o nível, e torce por ao menos uma vitória nas Olimpíadas

Hugo Hoyama acredita que ao menos seis atletas brigam por vaga na equipe (Foto: Thiago Quintella)

Hugo Hoyama acredita que ao menos seis atletas brigam por vaga na equipe (Foto: Thiago Quintella)

Sem a presença de estrelas internacionais no Torneio Internacional de Tênis de Mesa, que começou na quarta-feira, dia 18, coube às brasileiras o papel de protagonistas do evento-teste para as Olimpíadas do Rio 2016. Nove atletas nacionais estão inscritas na competição, enquanto apenas três são estrangeiras (todas chilenas). Desta forma, o técnico da seleção feminina, Hugo Hoyama, poderá observar de forma ainda mais cuidadosa suas seis principais mesatenistas, que ainda buscam um lugar nas Olimpíadas.

Apesar da competição interna acirrada e de bom nível técnico – o Brasil foi prata no Pan-Americano individual e por equipes feminino – o treinador da seleção admite que uma medalha nos Jogos Olímpicos é quase impossível. A melhor atleta ranqueada é Gui Lin, que ocupa o 135° lugar do mundo. Assim, Hoyama aposta que, uma vitória em 2016 já será um feito a ser celebrado pelo país.

É importante para elas já se ambientarem. As principais atletas (do Brasil) estão aqui. É muito legal para elas saberem como vai ser, o esquema (…) Infelizmente (evento esvaziado), isso aconteceu. Mas, a gente tem que ver como vai ser a estrutura. Esse evento está sendo mais importante para os voluntários. Para os atletas, é fazer o melhor. Qualquer competição que você vai jogar vestindo a camisa, está representando o país. Então, a gente vai lutar pelos títulos com certeza. O que vai importar é a cabeça do atleta em fazer o melhor. O que eu falo sempre para elas é que eu não quero cobrar delas resultado, quero cobrar a melhor concentração possível. Desta maneira que elas conquistaram os melhores resultados. A gente sabe que lutar por medalhas é muito difícil, principalmente no feminino, por causa das chinesas, japonesas, coreanas, mas uma vitória que elas consigam aqui já pode ser um grande passo não só para elas, mas para o tênis de mesa feminino brasileiro – analisou Hoyama.

O técnico da seleção feminina deixou claro que as vagas para a equipe – que será formada por três atletas – nas Olimpíadas ainda está em aberto. Isso porque depende da classificação individual no Pré-Olímpico, que acontece em abril. Com o limite de duas vagas desta forma, pode ser que Hoyama precise escolher apenas uma atleta para fechar o seu time.

Hugo Hoyama acompanha treino de Gui Lin e Bruna Takahashi (Foto: Thiago Quintella)

Hugo Hoyama acompanha treino de Gui Lin e Bruna Takahashi (Foto: Thiago Quintella)

No evento-teste desta semana, as equipes do Brasil foram formadas de acordo com o ranking mundial. E, por aí, já é possível ter um desenho das favoritas às vagas no time brasileiro que Hoyama levará aos Jogos de 2016. Gui Lin, Caroline Kumahara e Bruna Takahashi formam a equipe favorita. Já o time B é integrado por Letícia Nakada, Lígia Silva e Jéssica Yamada. Todas as seis foram citadas pelo treinador como postulantes à vagas olímpicas, o que mostra um equilíbrio técnico dentro da seleção. Porém, como apenas seis brasileiras podem ser inscritas no pré-olímpico, todas precisam manter o nível para não serem passadas por outras postulantes.

No Pan, Gui Lin foi a melhor classificada do Brasil, conquistando a prata (Foto: Divulgação/CBTM)

No Pan, Gui Lin foi a melhor classificada do Brasil, conquistando a prata (Foto: Divulgação/CBTM)

Cada país pode conquistar duas vagas no individual. A gente vai brigar por essas duas vagas. Vamos disputar o pré-olímpico no começo de abril, no Chile. Normalmente classificam-se duas do Brasil, sempre classificou. Mas, caso não classifique, uma vaga é garantida por ser país-sede. Mas, eu não estou preocupado com as duas classificadas, mas quem eu vou colocar ainda (para participar do pré-olímpico). Ainda não tenho uma equipe definida. A gente tem tempo ainda, tem uma seletiva aqui no Brasil, tem o latino-americano, o Mundial, bastante tempo para que elas possam se preparar. Essa concorrência é muito boa, porque uma vai querer passar por cima da outra, e isso é bom. Hoje seriam a Caroline (Kumahara), (Gui) Lin, Jéssica (Yamada), Bruna (Takahashi), Lígia (Silva) e a Letícia (Nakada)… pode ter uma ou outra que pode entrar nesse grupo (do pré-olímpico). Vai ser legal porque elas estão sempre treinando juntas, sempre jogando entre si. Para mim, sempre foi mais importante os resultados fora do Brasil, de conquistar títulos e resultados fora, e isso é o que vou estudar mais.

O Torneio Internacional de Tênis de Mesa acontece entre os dias 18 e 21 de novembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Nos dois primeiros dias, haverá disputas individuais, com os campeões do masculino e feminino sendo conhecidos nesta quinta-feira, dia 19. A partir do dia 20, as equipes entram em quadra, com a definição de medalhas no sábado, 21. O evento-teste não é aberto ao público.

Fonte: Globo Esporte

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